10 mayo, 2007

Brasil na Espanha

Mas que nada, de Sergio Mendes (no vídeo com Black Eyed Peas). Música repetida entre os comerciais da Antena3, canal nacional de TV. E que logo me identificou como brasileira aqui. Nada como saber cantar e poder ensinar a letra. Trilha sonora até da minha aula na academia. Ritmo brazuca no sangue.

08 mayo, 2007

Fórum Unifra

Desde ontem meus colegas e alunos estão envolvidos com o 5º Fórum de Comunicação da Unifra. Este ano o tema é comunicação e novas tecnologias. Justo quando eu estou longe, a discussão gira em torno desse universo que tanto me apaixona... Mas fico feliz só por acompanhar a cobertura da Agência CentralSul de Notícias e perceber, através das matérias de nossos jornalistas aprendizes, a qualidade do debate. Que seja produtiva essa jornada de trabalho!

06 mayo, 2007

Brasil na Espanha

Acabo de assitir à estréia de um programa sobre viagens na Tele 5 dedicado, hoje, ao Brasil.

E não é que o apresentador resolveu mostrar o Brasil clichê em cadeia nacional? Ali estavam tribos selvagens da Amazônia (selvagens?), escolinhas de futebol, umbanda (para um apresentador esforçado em não demonstrar seu medo diante dos pais-de-santo), favelas, mulatas de fio-dental em Ipanema, ensaio de escola de samba (com direito a performance de Grazi ex-BBB). Teva até a história de um assaltante, El Dioni, que virou celebridade ao levar para casa um furgão recheado de milhares de pesetas de um banco e fugir adivinha pra onde? Nossa terrinha, claro, lugar preferido de golpistas do mundo inteiro.

Estava curiosa para saber o que seria mostrado, pois a mídia aqui fala muito pouco sobre o Brasil. Nesse última semana, em que especialmente tenho acompanhado a cobertura nacional para uma pesquisa sobre o tratamento informativo da imigração, só apareceu um gol curioso do Cruzeiro e não sei que time, imagem repetida em quase todos os canais.

Ao que me pareceu, superficial, mas bem feito. Gostei da tentativa de mostrar também a pobreza, a paisagem urbana. Uma produção caprichada, trilha sonora de primeira, imagem de roda de samba. Tudo muito bem intencionado, afinal era um programa de entretenimento de final de domingo. E nós também temos os nossos Fantásticos com suas voltas ao mundo por aí. Só não vai ajudar muito para a próxima vez em que me apresente como brasileira e receber comentários sorridentes: “el Corcovado!”.

* Gostei de ler alguns comentários postados no site do programa:
Siendo español, siento vergüenza por la imagen que habeis dado de Brasil. Conozco ese pais muy bien, viajo bastante y he vivido allí, pero me ha decepcionado lo que habeis mostrado. No sólo hay futbol, samba, tangas, favelas, selva y dionis ...

Si el objetivo era conocer Brasil: Muy mal. Si el objetivo era pasar un rato entretenido con el pretesto de la realidad Brasileña vista con ojos del español que no viaja y no conoce nada del pais: Muy Bien pues crea interes tanto a favor como en ...

Adorei seu programa do brasil,m gusto pq eu sou brasileña e as pessoas te mania de por solo as coisas buenas e naun mostran como é de verdade,muchos besos e gracias

Para Brasil. Que pena que en españa no conozcamos casi nada de las favelas de Brasil, ni de nada de Brasil. Sardá muestranos mas Brasil a todos y que hablen aunque sea mal.

04 mayo, 2007

Minha casa

Lembro do meu apartamento e sinto seu cheiro, sua aura. Sensação de um tempo único. Importante. Por alguns momentos sofrido, em muitos outros, feliz. Como recordo de cada pedacinho, do tanto que vivi ali e de como fui juntando cada parte, desde a primeira xícara.

Quando voltava de Milao tive a sensação de que chegaria ali, abriria a porta, deixaria a mala vermelha no corredor e me atiraria no sofá. Tal como fazia quando voltava de Santa Maria. Saudade do meu sofá, da bicicleta na área de serviço, dos meus cactos na cozinha, do sol pela manhã na sala, da janela do quarto pras árvores da Garibaldi. Lembro até da interminável lista de compras das vizinhas de baixo...

E agora o meu apartamento não existe mais. Assim, como na minha memória, nunca mais. Tudo o que eu trouxe para vivir aqui coube em duas malas. Pequenas aquisições nesses últimos dois meses e basta! Apesar de às vezes bater essa saudade, a liberdade que o exercício de desapego provoca é incrível. Estou aqui e estou em qualquer lugar.

Minhas coisas estão guardadas para as novas moradas que estão por vir no Brasil, depois dessa que cultivo aqui. Acho que, no final, precisei aprender a construir e desconstruir minha casa para perceber que, na verdade, ela está aqui dentro.

* Na foto: casinha dos sonhos, amarela e no alto de uma colina, em Florência.

02 mayo, 2007

UAB

Dias de muito trabalho. Aproveito para postar imagens da universidade em tarde de sol, quando muitos alunos, entre uma aula e outra, aproveitam o espaço livre para deitar na grama para dormir, conversar, jogar carta, namorar... O campus já mudou de cara desde que eu cheguei. Os dias cinzas e de frio foram embora. Espero que de vez.

Por agora, o jeito é buscar inspiração na paisagem e na calma da UAB pra avançar com a pesquisa.


01 mayo, 2007

Entre típicos

De apreciadora de paella de mariscos a consultora para assuntos de feijoada. A que está aí abaixo fui eu que ajudei a fazer. E era pra apresentar à comunidade local. Muita responsabilidade! Não sei como, mas graças à equipe de cozinheiros totalmente brasileira, fizemos sucesso.



Diferenças 5: autonomia

Mudança radical: preciso fazer tudo sozinha por aqui. Digo, serviços gerais, pequenos consertos, costura, passar roupa... Qualquer profissional para ajudar nessas coisas do dia-a-dia cobra muito. Saudade da Rita!!! Que até meu guarda-roupa organizava...
O jeito é me virar mesmo. E eu que sempre tinha um telefone de algum faz-tudo para ajudar diante da minha inabilidade para troca de lâmpadas... Não é fácil.

Sofri com a compra do meu computador por não dispor de uma consultoria técnica para me ajudar a subverter o maldito windows vista. Resulta que tive que trocar o meu portátil por um dos poucos exemplares que ainda vinha com windows xp. Pelo menos nele eu me viro e posso instalar todos os programas que me agradam sem pedir permissão de joelhos a bill gates.
Agora sofro pra configurar minha rede sem fio. Nem a Telefonica oferece uma assistência técnica decente. Aliás, estou cheia da Telefonica. Mas não me entrego. Há de servir pra alguma coisa essa imersão ao mundo do faça-você-mesmo.

E antes de conseguir a autonomia no mundo da informártica, telefonia, eletro-eletrònica e serviços domésticos, mando uns e-mails com dúvidas cruciais e pedidos urgentes aos amigos do Brasil. Preparem-se!